É sim, tempo de mudanças! Vejo mudanças por todos os lados. Os dias deixaram de ser quentes para serem chuvosos. Logo mais eles voltam a ser insuportavelmente quentes. A vitrine deixa de ser colorida e passa a ser vermelha, como uma referência ao Natal. A cidade em si parece mais viva do que foi o ano inteiro. As praças, há pouco tão escuras, iluminam-se com luzes. O famoso pisca-pisca, que eu sempre amei. É mesmo essa a fonte da luz? Não! A luz parece vir de dentro do coração dessa população. É Natal e eles resolveram, pela primeira vez no ano, dar tchau pra pressa, pra indiferença e deixar o amor se aconchegar. Alguns até param para olhar com calma os enfeites. Enfeites que eu tenho vontade de ter só pra mim, vontade essa de tirar deles por saber que eles não os valorizam. As pessoas saem correndo na rua em busca de presentes. Se eu saísse agora correndo, o presente que eu gostaria de encontrar seria uma pessoa. Uma pessoa incrível. Onde eu encontro? Não precisava nem vir embrulhado. E laço? Pra que laço? Laço é o que eu gostaria de fazer em volta dessa pessoa. Pra ela nunca mais ir embora. Pra eu nunca mais ficar sozinha. Queria colocar um lacinho nesse coração, prá ninguém nunca mais tirar de mim…

Be

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Um dia feliz

Ontem eu fui dormir com muita vontade de escrever. Qualquer coisa que viesse à cabeça, ao coração. Adormeci tarde. Acordei de bom humor, parece que eu fiquei sorrindo a noite toda, não sei dizer. Não sei nem dizer se eu sonhei. Ouvi a chuva respingando na minha janela – quem não gosta desse barulhinho? Relutei em levantar. Estava acordada, mas era como se não estivesse chovendo. Como se o dia estivesse lindo e eu fosse pescar. Ou andar de roller. Qualquer coisa que me deixasse eufórica. Elétrica. Nada disso iria acontecer no momento em que eu levantasse – mas mesmo assim eu levantei. Acordei, bom dia Timbó! Bom dia mundo! Hoje não parece simplesmente um novo dia, parece uma nova vida. Estou bem.

 

Pra terminar, um trechinho de uma música que “alguém” recomendou e eu gostei! “Eu sei porque eu sei muito bem a cor que a manhã fica”

Be

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“Eu estou aqui pra tudo!”

Hoje eu quero dividir uma coisa minha. Quando eu era pequena e alguém morria, minha mãe dizia exatamente o seguinte “Hoje está chovendo muito, essa pessoa não queria morrer”. Por este motivo eu sempre associei o estado espiritual da pessoa ao clima. No último velório ao qual eu fui – do melhor amigo do meu pai – eu lembro de ter checado o clima com muita calma. Não. Isso não fez eu parar de chorar, a dor parecia insuportável, grande demais pro coração. Mas era um dia quente e lindo. Outra coisa boba da qual eu tive certeza durante muito tempo é que as almas iam para algum lugar muito alto. Não para o céu, mas para as montanhas. Não sei dizer o motivo. Talvez porque é próximo ao céu. Talvez porque lá venta. Na minha cabeça de criança, de menina sonhadora, eu tinha pra mim que as almas também usavam roupa. Na verdade, uma espécie de manto branco, que claro, dançava conforme o vento. Quando alguém morria eu olhava pras montanhas e tinha certeza que a pessoa estava lá. Faz tanto tempo e eu acho que nunca dividi isso com ninguém. Eu poderia ir agora mesmo lá fora, no jardim, sentar e olhar pras montanhas. Acho que eu ainda penso que todas essas pessoas que passaram por mim e se foram estão lá. Ninguém disse que não estavam! Sabe o que mais? Hoje é um lindo dia!

Foi, mas virou anjo. Como a gente sempre disse uma à outra “eu estou aqui pra tudo!”

Be

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Hoje: 06.11

Por volta da 1 hr da manhã eu abri meu e-mail e encontrei uma mensagem, que sério, deixou meu dia muito pior (mas eu preferia que ele tivesse sido bem pior pra mim do que pra outra pessoa). Alguém que eu admirava muito faleceu. Nunca passou por mim na universidade sem acenar, sem conversar, perguntar como eu estava. Já sinto saudade. Eu estou andando tão sozinha ultimamente, engraçado lembrar disso agora, mas eu nunca estava sozinha quando ele estava por perto. Ele sempre vinha conversar comigo. Como sou grata por isso e por ter conhecido uma pessoa tão boa! Eu não sou muito de rezar, mas ontem eu rezei. Sabe o que mais? Eu quero muito acreditar que ele ainda vai ter outras vidas – afinal, ele merece todas as vidas possíveis! Esse homem honraria a Advocacia, não tenho dúvida. Gente que se importa, na minha opinião, sempre dá bom advogado.

Be

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Dia de ontem: 05.11

Vou começar com uma música que eu ADORO, do R.E.M., everybody hurts.
Everybody hurts
Don’t throw your hand, oh no
Don’t throw your hand
If you feel like you’re alone
No, no, no, you’re not alone
A verdade é que eu comecei a escrever algo aqui no computador da Furb, mas eu deletei! Eu não tenho nada a dizer hoje. Só que eu estou muito triste e muito afim de voltar de onde eu vim (o lugar que sinceramente, posso chamar de casa). Eu quero a minha casa. A minha cama. O clima mais maravilhoso do mundo. Eu quero patinar. E quero, principalmente, que alguém diga que eu patino rápido.
Isso tudo simboliza ser feliz ao lado de alguém que acredita em ti. E esse apoio é demonstrado, imaginem só, em uma pista de patinação.
Eu não queria estar aqui. Esse aqui não é a vida, porque a vida é boa demais, a vida é amor, como eu dizia ontem pro Duda. Vou reclamar do que? Ah, claro. De ter voltado sem querer. De ter permanecido querendo ir. Disso eu sempre vou poder reclamar. Não foi a minha escolha.
* Quando eu havia escrito esse texto, metade das coisas ruins do meu dia ainda não tinham acontecido. Eu fui em um “evento”, bater palmas prá alguém que eu amo e apoio muito. Cheguei em casa e ouvi um “eu não vou te agradecer por isso!”
Será que os meus motivos pra NÃO gostar de morar aqui ficaram mais claros?!
Be
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“O medo mutila a escrita” – Salman Rushdie

Achei essa frase fuçando pela internet e me identifiquei bastante com ela. Como eu contei no post anterior, nem sempre eu fui apaixonada pela leitura. Eu virei leitora de carteirinha no Ensino Fundamental e até o final dele eu já iniciava a minha pequena coleção de livros. Ao lado da leitura, veio a escrita. Eu sempre fui de me apaixonar fácil. Logo, eu passei boa parte da adolescência apaixonada, chorando e escrevendo a respeito. Eu tenho alguns diários relatando todo esse sofrimento. Eu também sempre gostei de listas: de amores, de amigos fiéis, de viagens, de sonhados presentes, de dinheiro gasto com bobagem e recentemente, eu criei o hábito de listar nomes que eu gostaria de dar aos meus filhos. É, depois que eu saí do terceirão e fui pra universidade, casamento e filhos passaram a ser um assunto fundamental nas rodinhas perto da cantina. Só de mulheres, né? Os meninos continuaram contando vantagem e discutindo o jogo da última quarta-feira. Mas o que eu queria mesmo dizer é que eu me apaixonei pela escrita no Ensino Médio. O motivo? Eu fui incentivada por uma professora maravilhosa, extremamente crítica e exigente. Como eu gostava de frequentar as aulas de redação, eu passava um bom tempo escrevendo em casa, imaginando qual seria o comentário da minha querida professora. Por incrível que pareça, eu não tinha medo! Escrevia sem hesitar, até mesmo quando fazíamos errado e ela pedia para refazermos alguma redação, eu fazia alegre. Afinal, aprendia muito com as críticas construtivas dela. Mais tarde, a diversão toda acabou, tive que tomar uma decisão – eu escolhi o Direito ao invés do Jornalismo e até os dias atuais tenho me mantido relativamente satisfeita com esta decisão – e parei de escrever com afinco. Eu fiquei um mês no Canadá (o que será assunto para um futuro post) e escrevi no meu “diário de viagem” todos os dias. Não teve uma vez que eu tivesse lido este diário sem me emocionar! Eu deixo ele guardado no fundo da gaveta pra não ficar sonhando e morrendo de saudade o tempo inteiro. Eu confesso que ainda me apaixono, ainda escrevo poeminha de amor, escrevo carta de amor, de amizade, escrevo sobre eu mesma. Mas como eu disse, eu parei de escrever com afinco. Eu parei, principalmente, de acreditar que o que eu escrevesse pudesse ter algum valor. Eu parei de fazer algo que eu amava, que me fazia bem e que costumava arrancar elogios dos meus amigos, dos meus pais. Da professora querida! Eu mesma me elogiava. Lia meus textos e ia dizendo a mim mesma “Este podia ter ficado bem melhor” ou “Este ficou muito emotivo, a minha cara”. Como eu li uma vez, se não estou errada foi a Thalita Rebouças que disse isso “Eu não sou escritora, eu estou escritora”. Quero estar escritora de novo! Quero novos horizontes…

Be

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Discurso da pequena Clarisse

“Um país de faz com pessoas e livros.” – Monteiro Lobato

Eu realmente adoro essa frase desde sempre. Esses tempos minha prima Clari tinha que fazer um discurso para poder se candidatar como vereadora da escola dela. Engraçado, né? Mas a coisa era séria. Como eu amo minha prima de paixão, eu resolvi ajudá-la. Uma das inúmeras dicas que eu aprendi com o curso de retórica da Furb (fiz quando fazia extensão da Criança e Adolescente) foi que o discurso que chama atenção é aquele que termina com uma frase de impacto. Ao menos em mim, essa frase sempre causou impacto. Talvez não tenha causado do pessoal da sexta-série, but too little too late. Alguém tem que incentivá-los a ler, hein?! Inclusive chamei a atenção deles (ou minha prima chamou hahaha) dizendo que a biblioteca deles estava repleta de histórias para sempre descobertas. Além do mais, falta incentivo não só em relação à leitura, como também à poesia e ao teatro. Na minha época de sexta-série, tínhamos que ler uns 4 livros didáticos por ano (juro que aos 12 anos isso era muito e sinceramente ainda não havia descoberto a paixão pela leitura) e após lê-los, tínhamos que fazer um trabalho a respeito dos mesmos. Eu me estressava muito, deixava tudo pra última hora. Mas deu resultado. Hoje em dia eu tenho uma estante repleta de livros e mais importante que isso, eu leio eles. E amo!

Be

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